Olhar…

Written by Eduardo Seidenthal on fevereiro 5th, 2010

Ontem tive um almoço agradabilíssimo com o que denomino “a força tarefa” da Carta da Terra no Brasil, isto é, almocei com a Cristina Moreno, Fernanda Baumhardt e Valdir Bianchi, todos nós voluntários da Carta da Terra. Aliás devo dizer que saímos do almoço empolgadíssimos com a tarefa que está à nossa frente: desenvolver uma campanha mundial de comunicação para celebrar os 10 anos da Carta da Terra, que se você não conhece, trata-se da constituição da Terra, uma série de princípios escritos pelos diferentes povos deste planeta e que resume nossos princípios universais!

Minha cabeça está a mil… Em 2008, eu e o Valdir Bianchi da agência de publicidade EC? desenvolvemos um filme de 60 segundos com as pinturas das crianças da Casa do Zezinho, e gráças a todo o empenho da Fe e da Cris veiculamos este filme em 2009 em diversos canais de TV a cabo aqui no Brasil, e logo em seguida o filme foi sendo traduzido em outras línguas e utilizado em mídias alternativas pelo mundo. O filme hoje está traduzido em 17 línguas!

Agora o desafio que temos é de criar uma nova campanha e tentar fazer desta voz algo maior e mais impactante! A força da comunicação pode ajudar muito este planeta, e o desafio é ENORME!

Mas, como sempre, tudo depende da perspectiva! Uma das competências que trabalhamos na Rede Ubuntu é o “olhar”. Olhar em duplo sentido: um olhar sistêmico, do todo, mas também um olhar no foco… E depois de assistir o filme abaixo, enviado pelo meu grande parceiro Maurício Roma, realmente nossa perspectiva muda completamente… Nosso desafio é ENORME, mas temos sempre que lembrar “humildemente” que somos apenas um pontinho azul neste imenso universo! Vale a reflexão…

Um excelente final de semana!

Eduardo Seidenthal

Um sonho do Divino

Written by Mari Turato on fevereiro 4th, 2010

“Filha, acho que você deveria ir para a Índia, ter uma experiência em Auroville”… Estava na Espanha, tinha acabado meu mestrado, trabalhava em uma ONG e minha vida aparentava estar bem, mas não me sentia realizada. Depois de quase 3 anos era hora de voltar ao Brasil, mas ainda queria ter uma experiência com voluntariado. Pensei na África, na America Latina. Mas minha mãe, em uma de nossas conversas veio com essa nova idéia, que eu nem tinha pensado: Auroville.

Não foi uma historia de amor a primeira vista, mas acabei chegando aqui. Este foi meu primeiro grande aprendizado na Índia: quando estamos conectados com nosso propósito, a vida encontra uma maneira de nos guiar pelo caminho. Pensei que era uma comunidade cheia de hippies e pessoas que não queriam fazer nada. Mas não é nada disso. Auroville é um laboratório para o desenvolvimento do ser integral e para a realização por meio do trabalho e das atividades cotidianas que te conectam com o divino.

É só pensar que a Mãe, fundadora de Auroville, tinha 90 anos quando ela inaugurou esta cidade.Somos aproximadamente 2.200 pessoas, de mais de 40 nacionalidades diferentes, vivemos em casas que estão em uma extensão de 6 km, completamente integradas com as vilas vizinhas. Os trabalhos são os mais variados, desde cuidar do jardim até ser empresário.

Auroville proporciona as pessoas a possibilidade de se reinventar constantemente. No yoga integral de Sri Aurobindo e da Mãe, o trabalho é a maneira de se conectar com o divino e o dinheiro é a energia que serve de ferramenta para concretizar as coisas no nosso mundo hoje. Para eles, os dois não deveriam estar vinculados, pois assim o propósito se perde. É um conceito bem interessante, que assim como o funcionamento financeiro de Auroville, merece um texto inteiro.

Depois de 4 meses aqui voltei para o Brasil e por um ano e meio trabalhei na área de recursos humanos de uma multinacional, que foi muito importante para mim. Mas, como meu primeiro aprendizado ao chegar aqui 2 anos e meio antes, a vida encontrou uma maneira de me trazer de novo para Auroville e participar na construção deste sonho, que nas palavras da Mãe, “ deveria existir um lugar na Terra em que nenhuma nação poderia clamar como seu, um lugar onde todo ser de boa vontade, sincero nas suas aspirações, poderia viver livre como cidadão do mundo, obedecendo uma única autoridade: A Suprema Verdade.”

Segue um video muito bacana de Auroville e até semana que vem!

Parte 1 do Video: A Dream of the Divine

Video parte 2

Revolução no sistema educacional…

Written by Eduardo Seidenthal on fevereiro 1st, 2010

Esta é mais uma daquelas palestras “MUST SEE” do TED, principalmente para os apaixonados por educação…

Entre muitas mensagens que Ken Robinson passa em seu discurso gostaria de ressaltar aquela que tem TUDO a ver com a Rede Ubuntu, isto é, como inúmeras pessoas neste planeta tem seus talentos desperdiçados pelo sistema que implementamos, tanto educacional como econômico.

Estudei minha vida inteira no Colégio Visconde de Porto Seguro, um colégio muito bem conceituado de São Paulo, na época bem marcado por sua formação alemã bem rígida e disciplinadora. Saio dele em 1993 e passo no vestibular da Fundação Getúlio Vargas, isto é, um absoluto sucesso na visão do sistema atual!

Aí você entra na faculdade de Administração e descobre que um grande líder precisa ser criativo, precisa ser inovador, um grande gestor de pessoas!?!?!?!?!?!? Pera aí, não tem alguma coisa errada? Disciplina, vestibular não orrrna com criatividade, inovação, sensibilidade…. E posso afirmar que isto não é um privilégio só do Porto Seguro e sim de todo um sistema educacional vigente…

Está mais do que na hora de mudarmos isso, e rápido! Os meus amados filhos Victoria (4 anos) e Gabriel (2 anos) vão estar se aposentando (se é que existirá isso no futuro?) por volta de 2073!!!!!!!

Qual é o sistema educacional que prepará eles para os desafios destes tempos?

Vale refletir…e mais: agir!

Eduardo Seidenthal

O começo de tudo…

Written by Mari Turato on janeiro 28th, 2010

Adoro escrever. Para mim é uma terapia. Sento na frente do computador e deixo todos os meus pensamentos saírem (e isso vem desde pequena, com meus diários… ainda guardo alguns para me divertir com aquele mundo tão diferente). Mas de onde vem essa paixão? A resposta: Tina, minha professora de redação da segunda série. Ela era fantástica, carinhosa… Mas tinha algo mais que era crucial na sua “metodologia de ensino”: amor . Ela simplesmente amava ensinar a escrever. Me lembro até hoje de como genuinamente adorava minhas histórias e me motivava a escrever, inclusive me incentivando a fazer jornalismo.

Optei por estudar psicologia e foi um período maravilhoso. Amigos, baladas, estudo. Nesse período fazia estagio no instituto de um banco e era um pouco, digamos, patricinha. Mas a psicologia social sempre me encantou, e foi ai que conheci minha segunda “mestra”: Teca Baiana. Uma das mulheres mais fortes que já conheci, engajada em milhões de projetos, militante da vida e mais uma vez, apaixonadíssima por aquilo tudo. Apesar da nossa exterior diferença, me identificava muito com ela e com seu senso de propósito, de certeza do caminho.

Os anos se passaram e hoje moro em Auroville, uma comunidade no sul da Índia, muito longe do Brasil, de Guarulhos, do Mackenzie. Mas, sem dúvida, ambas paixões despertadas em mim por essas mulheres me ajudaram a chegar até aqui. E só hoje cedo, quando começava a escrever esse primeiro texto para o blog, me dei conta do impacto delas em minha vida. E tudo isso me servirá de inspiração para compartilhar com vocês minhas experiências por aqui, não só relacionadas com o mundo corporativo ou com empreendedorismo, mas também com histórias de paixões, propósitos, buscas individuais e coletivas de uma vida diferente.

Da Tina e da Teça saiu a “escritora social”, apaixonada pelo mundo e pelas experiências transformadoras disponíveis em tantos lugares. Falando em mulheres inspiradoras, não pude deixar de pensar na minha mãe, minha maior inspiração, que além de tudo que me ensinou, foi quem me fez chegar até Auroville, esse lugar tão mágico… mas isso já é tema para um novo post.

Até semana que vem!


É uma honra!

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 27th, 2010

A partir de amanhã toda quinta feira teremos uma nova escritora internacional aqui no Blog da Rede Ubuntu, a querida Mari de Mar Turato.

A Mari é a mais nova moradora de Auroville (http://www.auroville.org), uma comunidade no sul da India, e compartilhará conosco suas reflexões, experiências, contatos com iniciativas empreendedoras, autoconhecimento, enfim, todos os assuntos que você já está acostumado a ler aqui neste blog mas agora com uma perspectiva literalmente do outro lado do mundo!!!!

Conheci a Mari em uma das reuniões do Projeto Vitamina C do “The Hub”, e desde então nunca mais perdemos contato… Sua busca incansável pelo seu propósito e sua coragem de tomar decisões difíceis em sua vida para realmente viver este propósito já fazem com que eu admire muito a trajetória desta pessoa, e ela seja uma grande parceira mundial da Rede Ubuntu.

Mari, que você seja muito feliz nesta sua nova jornada aí na Índia e também como a mais nova parceira da Rede Ubuntu. Bem vinda!

Eduardo Seidenthal

Enfie a cara e acredite!

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 26th, 2010

Hoje tive um café da manhã agradabilíssimo com a Liz Polania, uma empreendedora e que está mergulhando no mundo do coaching e vem há algum tempo dedicando muita energia em autoconhecimento… Ao contar sobre minha trajetória até aqui é fascinante lembrar como em certos momentos não temos a miníma idéia de qual é o próximo passo!

Tem certas horas que a gente não tem a miníma idéia da onde vai parar, e mais, certos momentos você não consegue nem explicar racionalmente o porque você está fazendo o que você está fazendo… Perdido, iludido? Não!!!

Na minha visão você está dando a oportunidade de mergulhar no desconhecido, mas que de alguma forma os pontos mais para frente se encaixam… Existe inexplicavelmente uma força lá dentro que te move para frente, para ligar para aquela pessoa que você não tem a minima idéia de quem seja e marcar um café da manhã (o caso de hoje, por exemplo!), para clicar naquele link que saiu no google que você não tem a minima idéia da onde vai parar…. Enfim, explorar!

Lógico que este processo dá angústia, ansiedade, mas a medida que o tempo passa e você “conect the dots” é fascinante! E com certeza se já tivessemos todas as respostas não teria graça nenhuma.

Assim, enfie a cara e acredite que vai dar certo! Mas erre pela ação, aja, e não erre pela procrastinação do seu plano B, do seu sonho!

Uma ótima semana!

Eduardo Seidenthal

Começar do começo…

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 21st, 2010

Gostaria de dividir uma experiência pela qual passei como empreendedor nestes primeiros seis meses de vida da Rede Ubuntu e que pode ser um insight para você!

Como já comentei em outros posts desenvolvemos um “produto” novo após três meses de operação que é a rede de aprendizagem em empreendedorismo, e que tomou e toma muito do meu tempo desde então… Fiquei tão empolgado com o que desenvolvemos, e o feedback das pessoas que assistiam minha apresentação era tão positivo que este projeto parecia que iria decolar em semanas….

Pois é, as semanas se passavam e nada do projeto fechar… Confesso que o processo decisório das organizações é de chorar, mas também confesso que a medida que o tempo foi passando fui percebendo que havia algo de errado! Mas o que?

Decidi então parar um pouco o processo de prospecção no final do ano passado e dar um tempo para refletir sobre o assunto. E hoje posso falar, “a melhor coisa que fiz!” Após algumas semanas de reflexão, após conversar com parceiros, amigos e familiares, e também após não pensar em nada e apenas me divertir, veio um insght!!!!!! E o mais absurdo é que a resposta já estava na apresentação do meu projeto!

Um dos slides do meu projeto fala do modelo de negócios, e existem três possíveis modelos: o Ubuntu “in company”, onde através da nossa metodologia de aprendizagem resolvemos o problema de uma equipe em uma organização; o Ubuntu “hybrid”, que basicamente reúne um grupo de empresas e promove a colaboração entre elas, e por fim o Ubuntu “open”, um modelo completo de open innovation em que qualquer organização e qualquer indivíduo possa participar e empreender!

Com a minha empolgação inicial adivinha para qual modelo de negócios já fui direto? Para, claro, o mais complexo, para o sonho, o “full open innovation” e óbvio o mais difícil de vender!

Qual foi o insight? Que tal começar pelo começo? Que tal construir rede fechadas primeiro e depois reuní-las em uma só rede? Que tal começar pelo Ubuntu “in company”…

E você? Mergulhado em algum projeto que parece que não anda? Que tal investir um tempo para refletir? Que tal oscilar um pouco (algo fora da rotina)? Que tal começar do começo?

Eduardo Seidenhal

Aprendizagem a “quente”

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 18th, 2010

Semana passada saiu no jornal O Estado de São Paulo uma nota sobre os resultados de uma pesquisa realizada pela consultoria Korn Ferry com o perfil de investimentos de grandes empresas em treinamento de seus funcionários. Segundo a reportagem, “70% dos rescursos para treinar executivos vão para cursos (salas de aula!), 20% para treinamento com profissionais especializado ou com um mentor para motivação pessoal, e 10% para experiências dentro da própria empresa”.

Ainda na reportagem, a própria Korn Ferry defende para uma alocação de recursos efeciente uma inversão na pirâmide, isto é, 70% dos recursos deveriam ser destinados em experiências no trabalho, e apenas 10% em cursos.

Ainda que devo confessar que concordo mais com o lado da Korn Ferry do que com a realidade encontrada nas empresas, meu questionamento é: será que não dá para combinar as duas coisas? Será que não dá para misturar em um mesmo programa teoria e prática?

Foi com este pensamento que criamos a unidade de negócios de educação da Rede Ubuntu, uma rede de aprendizagem que:

1) Você aprende fazendo em cima dos seus projetos individuais (modelo aberto), ou em cima dos projetos da sua organização (”Ubuntu in Company”).

2) Inova e gera novos negócios, a partir do trabalho de autoconhecimento de indivíduos, e da clareza de seus propósitos e o da organização.

3) Desenvolve competências… Muito além de apenas saber “débito e crédito” e “branding”, os indivíduos serão constantemente estimulados a desenvolver suas competências, assunto raro em modelos educacionais tradicionais.

4) Colabora. O conhecimento que uma pessoa tem é muito valioso para uma outra, e vice e versa… Como diz meu parceiro da Educartis, Maurício Curi, conhecimento é ativo quando ele está circulando e não quanto ele está imobilizado.

Ficou curioso em saber como a Rede Ubuntu pode ser um parceiro educacional da sua empresa? Entre em contato e agende uma visita nossa!

Eduardo Seidenthal

Quantos olhos brilhando tem a sua volta?

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 13th, 2010

Vi ontem, dia do meu aniversário, um tweet do Daniel Izzo sobre a palestra abaixo. Um discurso simplesmente fascinante, um verdadeiro presente de aniversário.

Benjamin de uma forma divertida e ao mesmo tempo profunda passa mensagens relevantes para nossa vida, para nossa carreira, entre as quais cito:

1) Visão de Mundo: ao invés de olhar o mundo e dizer que apenas 3% da população mundial gosta de música clássica, Benjamin defende a seguinte perspectiva: “olha que fantástica a oportunidade de fazer toda a população mundial gostar de música clássica!”. Ensinamento fundamental. A ambição do nosso sonho, do nosso propósito, determinará onde vamos chegar… Muitas pessoas assistem minha apresentação sobre a Rede Ubuntu e dizem: “nossa, que projeto ambicioso!”… Sim, é muito ambicioso em querer despertar o Ubuntu nas pessoas em uma escala incrível! Afinal, para que vim a este mundo?

2) Tocar com meia bunda: achei brilhante, e bem simples de entender! Você está atuando em seu trabalho mecânicamente, racionalmente (bunda inteira na cadeira) ou está imerso, envolvido (meia bunda) no que está fazendo? Confesso que grande parte da mudança que fiz em minha carreira era porque estava sentindo que estava “tocando” com a bunda inteira na cadeira “day in and day out”.

3) E finalmente o título deste post, quantos olhos brilhando tem a sua volta? E mais, o que você como líder está fazendo para ter este resultado? E mais ainda, um trecho que me emocionou muito, e seus filhos? O que você vem fazendo como pai, mãe, para ter o brilho nos olhos dos seus filhos que eles vem tendo? Afinal, como diz meu querido parceiro Marco Antonio Figueiredo, da empresa de consultoria Hallos , mais importante de que planeta deixaremos para nossos filhos é que filhos deixaremos para nosso planeta!

Vale a pena assitir… Juntamente com a palestra da Jill Bolte Taylor do TED, estão na minha lista de TOP 5.

Eduardo Seidenthal

É tudo improviso!

Written by Eduardo Seidenthal on janeiro 11th, 2010

Não posso deixar de recomendar um programinha para hoje a noite… Isso mesmo, a Rede Ubuntu também presta serviço de entretenimento (brincadeirinha!)!

Estréia hoje na Band aproximadamente às 22:15 (horário do CQC, que está de férias) o programa “É tudo improviso” com a participação de dois integrantes do grupo Jogando no Quintal (Fonseca e o sensacional João Grandão), grupo de palhaços do qual sou fã confesso desde minhas épocas de Amana-Key. Para saber mais do Jogando no Quintal acesse (http://www.jogandonoquintal.com.br)

E o que isso tem a ver com a Rede Ubuntu? Garanto que no mundo de empreendedorismo praticamos a arte do improviso constantemente: na frente de um cliente, na frente do investidor, com parceiros, enfim, improviso faz parte do mundo da gestão e um bom empreendedor, líder, seja lá o que você for, precisa praticá-lo constantemente com leveza e maestria. E nada melhor do que se inspirar um pouco com verdadeiros profissionais no assunto.

Não sei se o programa na televisão será bom, mas garanto que o show ao vivo deles é imperdível.

Eduardo Seidenthal