O segundo princípio da Ubuntu é CONSISTÊNCIA. Quem me conhece sabe que adoro uma palavra que as pessoas no interior usam muito que é "orrrrrrnando". Como muitas vezes digo "uma coisa não está ornando com a outra"!

Durante minha carreira profissional, vi muitas empresas falarem algo e praticarem coisas completamente diferentes. Uma total e absoluta falta de consistência entre discurso e prática. E como bom "marketeiro" sempre lutei muito para que todas as ações de ativação no mercado de uma determinada marca espelhasse seu posicionamento, seu footprint.

Da mesma maneira, acredito que indivíduos e organizações precisam buscar consistência entre seus valores e seus comportamentos, entre seus discursos e suas ações. Não estou aqui dizendo que isto seja tarefa simples, pois algumas vezes "escorregamos". Por exemplo, um valor absolutamente importante para mim é família, e quantas e quantas vezes me peguei dedicando muito pouco tempo a minha esposa e aos meus filhos em detrimento do meu trabalho. Mas apesar de não ser fácil, é preciso sempre caminhar na direção da consistência. E pequenas escorregadas tudo bem, mas normalmente o que vemos por aí é inconsistências gritantes!

A Ubuntu nasce buscando justamente esta consistência. Uma empresa que tem como sua essência a colaboração, o relacionamento entre as pessoas, não pode ter entre seus colaboradores e parceiros competição predatória e grandes conflitos. Pelo contrário, precisa ser um exemplo de interdependência e colaboração.

Fundamental é ORRRRRRRNAR!

Eduardo Seidenthal

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Código Aberto

A partir de hoje e até quinta feira escreverei sobre os princípios que norteiam a Ubuntu. Na minha opinião, todas as empresas devem ter algo (princípios, valores, manifesto) que guie suas ações do dia a dia. Não precisa ser nada muito complexo, aliás, quanto mais simples melhor.

O primeiro princípio da Ubuntu é CÓDIGO ABERTO. Para os que não sabem um software da Linux também carrega o nome Ubuntu. O software por trás da Wiikipedia, por exemplo, é Ubuntu, exatamente com o espírito de colaboração e relacionamento que a palavra Ubuntu carrega...

A filosofia por trás do princípio código aberto é que a inovação, a iniciativa, a idéia podem vir de qualquer parte e de qualquer pessoa. Através da colaboração de muitos indivíduos, de muitos parceiros, acreditamos ser possível entregar um melhor serviço e ter um maior impacto na sociedade. A visão é que a REDE Ubuntu seja composta de inúmeros parceiros, colaboradores, amigos, e que todos tenham a liberdade de poder contribuir, agir, em busca do propósito de despertar o Ubuntu presente em todas as pessoas.

Como temos o privilégio de estarmos construindo a cia. do zero, ao invés da empresa estar centrada na figura de uma pessoa só, a Ubuntu deve ser uma empresa de muitos, com um espírito altamente colaborativo e empreendedor. Óbvio que a empresa hoje está muito centrada em mim, até porque estamos na terceira semana de vida, mas a medida que o tempo passa mais e mais pessoas se interessam e colaboram com o conceito Ubuntu, com a empresa e seu propósito.

Eduardo Seidenthal

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Como havia mencionado, hoje participei do workshop da Team Academy, outro inovador modelo de educação mundial. A Team Academy é uma escola de empreendedorismo da Finlandia absolutamente apaixonante, e olha que fiz MBA em Babson College considerada a #1 em empreendedorismo dos EUA. Algumas características da escola: - os team entrepreneurs, chamados de pingüins quando entram, têm como uma das primeiras atividades abrirem uma empresa real na segunda semana de programa. Isto mesmo, uma nova empresa aberta juridicamente com o objetivo de gerar lucros e resultados. - a teoria é sempre aplicada a pratica. O fundador da escola desenvolveu uma lista de mil livros, e pontuou cada um dos livros: um ponto o livro é fácil, dois é de média compreensão, e três é mais complexo. Os team entrepreneurs tem metas de pontos por ano para lerem, mas estão livres para escolherem o que ler e o que faz sentido para os projetos que estão tocando... - os team entrepreneurs fazem duas vezes ao ano um contrato individual de aprendizagem. Com perguntas simples, eles declaram suas verdadeiras motivações e o que querem atingir em sua jornada. Além do individual, ainda fazem um contrato em time.... o que o time quer atingir naquele período? - uma das únicas atividades estruturadas semanalmente são duas sessões de diálogos do time de 4 horas cada. O mundo pode estar caindo, a quantidade de projetos pode ser infinita, mas a sessão de diálogo é sagrada... Todos devem participar. O coach participa também... By the way, não existem professores, existem coaches. Estas são poucos exemplos de quão diferente é este modelo. O workshop deu apenas um "gostinho" do que é esta escola. Realmente valeu a pena, e foi uma inspiração maravilhosa para a área de educação da Ubuntu. Agradeço ao The Hub, ao Banco Santander, ao Senac e ao SOL Brasil pela fantástica oportunidade. Um excelente final de semana. Eduardo Seidenthal
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Kaos Pilots, um modelo bem diferente...

Hoje e amanhã dedicarei os posts do blog da Ubuntu a área de educação. Aliás, um dos pilares da Ubuntu para cumprir seu propósito é justamente educação, mas esta será uma unidade de negócio que lançaremos em breve.

Gostaria de falar sobre uma escola fascinante da Dinamarca chamada Kaos Pilots. O "positioning statement" da escola por si só já é fascinante: The best school FOR the world!

Uma escola de design de novos negócios e inovação social e que tem como target jovens de 22 a 30 anos. A Escola por não ser reconhecida pelo governo tem liberdade absoluta para elaborar o seu conteúdo... Mais importante do que o canudo que você sai da escola é a experiência pela qual você passa nos três anos de programa.

A seleção para ingressar na escola é bem diferente. Primeiro você preenche um questionário, com perguntas bem diferentes do tipo: "Quando foi a última vez que saiu para dançar? Como foi?" e após este primeiro filtro você é selecionado para um workshop de 3 dias, na Dinamarca, com diversas dinâmicas para realmente analisarem se você tem perfil para ser um piloto do caos!

Durante os três anos os alunos estão sempre dedicados a projetos (individuais ou em grupos) e a teoria é aplicada a realidade dos projetos que os alunos estão realizando naquele momento. Os projetos são normalmente empresas reais com casos reais, e os alunos viajam bastante durante o programa. Um dos lugares preferidos últimamente tem sido a China.

Tive o prazer de conversar com Henrique Vedana, o primeiro brasileiro que está se formando na  Kaos Pilots. Muitas, muitas histórias... e sem dúvida um modelo educacional bem diferente do que estamos acostumados.

Na coluna de links ao lado, na categoria educação, você encontra o site da Kaos Pilots... Vale a pena conferir, até porque acabaram de lançar um site novinho!

Amanhã farei o workshop da Team Academy no SENAC. Estou bem animado pois também, aparentemente, eles tem um modelo educacional bem diferente e inovador. Aguardem amanhã a noite meus comentários sobre o workshop e sobre a turma do Team Academy.

Eduardo Seidenthal

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Hoje saíram nos principais meios de comunicação notícias a respeito do "pacto verde" que o Wal Mart assinou com uma série de fornecedores. 18 fornecedores, entre eles Coca-Cola, Unilever, Nestlé, Sara Lee, JBS Friboi e Pepsico, comprometeram-se a tornar os produtos que chegam às prateleiras mais verdes. Aumentar o monitoramento sobre produtos com origem na Amazônia, como carne e madeira; redução de embalagens em 5% até 2013; redução de 70% do fosfato em produtos de limpeza; e aumento de ofertas orgânicas em todas as categorias de alimentos estão entre as metas do compromisso. Ao meu ver existem duas posturas neste contexto. Apenas fazer parte destes compromissos e seguir a tendência da tal "sustentabilidade", ou tomar a frente e partir para ações mais ousadas... É absolutamente louvável as redes de varejo de alguma maneira pressionarem as indústrias a serem mais sustentáveis pois assim de fato estamos tendo ganhos concretos nesta área, pois se depender do governo... Mas o que certas indústrias precisam perceber é a imensa oportunidade que está a frente de mudar totalmente o modelo. Deveriam parar de discutir que os custos irão aumentar, consequentemente a rentabilidade cair, por terem que alterar matérias primas e embalagens, e sim reverem radicalmente seus processos de desenvolvimento de novos produtos. Redução de 5% em embalagens até 2013 é incremental.. Que tal redução de 50%? Como seria este novo modelo? Algumas empresas, como a Natura, já estão há muito tempo trabalhando nisso. Mas chegou a hora de serem ainda mais ousadas... Antes que vire mandatório por impostos do governo ou exigências dos clientes. Problema ou oportunidade? Custo ou oportunidade de receita? Depende do seu modelo mental... Eduardo Seidenthal
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O segundo princípio da Ubuntu é CONSISTÊNCIA. Quem me conhece sabe que adoro uma palavra que as pessoas no interior usam muito que é "orrrrrrnando". Como muitas vezes digo "uma coisa não está ornando com a outra"!

Durante minha carreira profissional, vi muitas empresas falarem algo e praticarem coisas completamente diferentes. Uma total e absoluta falta de consistência entre discurso e prática. E como bom "marketeiro" sempre lutei muito para que todas as ações de ativação no mercado de uma determinada marca espelhasse seu posicionamento, seu footprint.

Da mesma maneira, acredito que indivíduos e organizações precisam buscar consistência entre seus valores e seus comportamentos, entre seus discursos e suas ações. Não estou aqui dizendo que isto seja tarefa simples, pois algumas vezes "escorregamos". Por exemplo, um valor absolutamente importante para mim é família, e quantas e quantas vezes me peguei dedicando muito pouco tempo a minha esposa e aos meus filhos em detrimento do meu trabalho. Mas apesar de não ser fácil, é preciso sempre caminhar na direção da consistência. E pequenas escorregadas tudo bem, mas normalmente o que vemos por aí é inconsistências gritantes!

A Ubuntu nasce buscando justamente esta consistência. Uma empresa que tem como sua essência a colaboração, o relacionamento entre as pessoas, não pode ter entre seus colaboradores e parceiros competição predatória e grandes conflitos. Pelo contrário, precisa ser um exemplo de interdependência e colaboração.

Fundamental é ORRRRRRRNAR!

Eduardo Seidenthal

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A partir de hoje e até quinta feira escreverei sobre os princípios que norteiam a Ubuntu. Na minha opinião, todas as empresas devem ter algo (princípios, valores, manifesto) que guie suas ações do dia a dia. Não precisa ser nada muito complexo, aliás, quanto mais simples melhor.

O primeiro princípio da Ubuntu é CÓDIGO ABERTO. Para os que não sabem um software da Linux também carrega o nome Ubuntu. O software por trás da Wiikipedia, por exemplo, é Ubuntu, exatamente com o espírito de colaboração e relacionamento que a palavra Ubuntu carrega...

A filosofia por trás do princípio código aberto é que a inovação, a iniciativa, a idéia podem vir de qualquer parte e de qualquer pessoa. Através da colaboração de muitos indivíduos, de muitos parceiros, acreditamos ser possível entregar um melhor serviço e ter um maior impacto na sociedade. A visão é que a REDE Ubuntu seja composta de inúmeros parceiros, colaboradores, amigos, e que todos tenham a liberdade de poder contribuir, agir, em busca do propósito de despertar o Ubuntu presente em todas as pessoas.

Como temos o privilégio de estarmos construindo a cia. do zero, ao invés da empresa estar centrada na figura de uma pessoa só, a Ubuntu deve ser uma empresa de muitos, com um espírito altamente colaborativo e empreendedor. Óbvio que a empresa hoje está muito centrada em mim, até porque estamos na terceira semana de vida, mas a medida que o tempo passa mais e mais pessoas se interessam e colaboram com o conceito Ubuntu, com a empresa e seu propósito.

Eduardo Seidenthal

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Como havia mencionado, hoje participei do workshop da Team Academy, outro inovador modelo de educação mundial. A Team Academy é uma escola de empreendedorismo da Finlandia absolutamente apaixonante, e olha que fiz MBA em Babson College considerada a #1 em empreendedorismo dos EUA. Algumas características da escola: - os team entrepreneurs, chamados de pingüins quando entram, têm como uma das primeiras atividades abrirem uma empresa real na segunda semana de programa. Isto mesmo, uma nova empresa aberta juridicamente com o objetivo de gerar lucros e resultados. - a teoria é sempre aplicada a pratica. O fundador da escola desenvolveu uma lista de mil livros, e pontuou cada um dos livros: um ponto o livro é fácil, dois é de média compreensão, e três é mais complexo. Os team entrepreneurs tem metas de pontos por ano para lerem, mas estão livres para escolherem o que ler e o que faz sentido para os projetos que estão tocando... - os team entrepreneurs fazem duas vezes ao ano um contrato individual de aprendizagem. Com perguntas simples, eles declaram suas verdadeiras motivações e o que querem atingir em sua jornada. Além do individual, ainda fazem um contrato em time.... o que o time quer atingir naquele período? - uma das únicas atividades estruturadas semanalmente são duas sessões de diálogos do time de 4 horas cada. O mundo pode estar caindo, a quantidade de projetos pode ser infinita, mas a sessão de diálogo é sagrada... Todos devem participar. O coach participa também... By the way, não existem professores, existem coaches. Estas são poucos exemplos de quão diferente é este modelo. O workshop deu apenas um "gostinho" do que é esta escola. Realmente valeu a pena, e foi uma inspiração maravilhosa para a área de educação da Ubuntu. Agradeço ao The Hub, ao Banco Santander, ao Senac e ao SOL Brasil pela fantástica oportunidade. Um excelente final de semana. Eduardo Seidenthal
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Hoje e amanhã dedicarei os posts do blog da Ubuntu a área de educação. Aliás, um dos pilares da Ubuntu para cumprir seu propósito é justamente educação, mas esta será uma unidade de negócio que lançaremos em breve.

Gostaria de falar sobre uma escola fascinante da Dinamarca chamada Kaos Pilots. O "positioning statement" da escola por si só já é fascinante: The best school FOR the world!

Uma escola de design de novos negócios e inovação social e que tem como target jovens de 22 a 30 anos. A Escola por não ser reconhecida pelo governo tem liberdade absoluta para elaborar o seu conteúdo... Mais importante do que o canudo que você sai da escola é a experiência pela qual você passa nos três anos de programa.

A seleção para ingressar na escola é bem diferente. Primeiro você preenche um questionário, com perguntas bem diferentes do tipo: "Quando foi a última vez que saiu para dançar? Como foi?" e após este primeiro filtro você é selecionado para um workshop de 3 dias, na Dinamarca, com diversas dinâmicas para realmente analisarem se você tem perfil para ser um piloto do caos!

Durante os três anos os alunos estão sempre dedicados a projetos (individuais ou em grupos) e a teoria é aplicada a realidade dos projetos que os alunos estão realizando naquele momento. Os projetos são normalmente empresas reais com casos reais, e os alunos viajam bastante durante o programa. Um dos lugares preferidos últimamente tem sido a China.

Tive o prazer de conversar com Henrique Vedana, o primeiro brasileiro que está se formando na  Kaos Pilots. Muitas, muitas histórias... e sem dúvida um modelo educacional bem diferente do que estamos acostumados.

Na coluna de links ao lado, na categoria educação, você encontra o site da Kaos Pilots... Vale a pena conferir, até porque acabaram de lançar um site novinho!

Amanhã farei o workshop da Team Academy no SENAC. Estou bem animado pois também, aparentemente, eles tem um modelo educacional bem diferente e inovador. Aguardem amanhã a noite meus comentários sobre o workshop e sobre a turma do Team Academy.

Eduardo Seidenthal

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Hoje saíram nos principais meios de comunicação notícias a respeito do "pacto verde" que o Wal Mart assinou com uma série de fornecedores. 18 fornecedores, entre eles Coca-Cola, Unilever, Nestlé, Sara Lee, JBS Friboi e Pepsico, comprometeram-se a tornar os produtos que chegam às prateleiras mais verdes. Aumentar o monitoramento sobre produtos com origem na Amazônia, como carne e madeira; redução de embalagens em 5% até 2013; redução de 70% do fosfato em produtos de limpeza; e aumento de ofertas orgânicas em todas as categorias de alimentos estão entre as metas do compromisso. Ao meu ver existem duas posturas neste contexto. Apenas fazer parte destes compromissos e seguir a tendência da tal "sustentabilidade", ou tomar a frente e partir para ações mais ousadas... É absolutamente louvável as redes de varejo de alguma maneira pressionarem as indústrias a serem mais sustentáveis pois assim de fato estamos tendo ganhos concretos nesta área, pois se depender do governo... Mas o que certas indústrias precisam perceber é a imensa oportunidade que está a frente de mudar totalmente o modelo. Deveriam parar de discutir que os custos irão aumentar, consequentemente a rentabilidade cair, por terem que alterar matérias primas e embalagens, e sim reverem radicalmente seus processos de desenvolvimento de novos produtos. Redução de 5% em embalagens até 2013 é incremental.. Que tal redução de 50%? Como seria este novo modelo? Algumas empresas, como a Natura, já estão há muito tempo trabalhando nisso. Mas chegou a hora de serem ainda mais ousadas... Antes que vire mandatório por impostos do governo ou exigências dos clientes. Problema ou oportunidade? Custo ou oportunidade de receita? Depende do seu modelo mental... Eduardo Seidenthal
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