Observador de mim mesmo e do mundo!

Em tempos de mudanças de paradigma e de era, é inevitável refletirmos se quisermos nos responsabilizar e fazer parte das mudanças que queremos ver no mundo. Gandhi nos inspirou com esta frase: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. 
 
Atuo como coach ontológico, sou egressa e membro da equipe de supervisão de Newfield Network, que atua e é oferta no mundo a partir da seguinte visão: “Geramos e nutrimos espaços de reflexão e aprendizagem onde surge uma nova concepção e experiência do saber, despertando-nos para uma boa vida, socialmente justa, ambientalmente sustentável e espiritualmente plena”.  
 
E, ainda, convida: 
- Quais são as perguntas que ainda não nos fizemos, como espécie humana, para nos responsabilizarmos pelo nosso atuar no mundo neste momento da nossa existência? 
- Que observador do mundo estou sendo? Que observador quero ou preciso ser para construir o mundo que quero viver e deixar para as futuras gerações? 
- A partir de qual coerência corpo-emoção-linguagem (C-E-L) vivo hoje? Quais são os meus discursos hoje? Que espaços emocionais-corporais habito? Que espaços emocionais-corporais não estão tão disponíveis hoje? A partir de qual coerência quero viver? 
 
Desta disciplina, escutei um dos mais bonitos conceitos sobre “ser adulto”. “Adultez es la capacidad de hacerme cargo de mis propias inquietudes” (Ser adulto é a capacidade que tenho de dar conta, de me responsabilizar pelas minhas próprias inquietações).  
 
E com isso me surgem mais perguntas: 
- O que hoje me inquieta em relação ao paradigma que habito de forma transparente? 
- O que hoje eu gostaria de conservar? 
- O que eu gostaria de transcender? 
- Quais são as perguntas que ainda não me fiz para me responsabilizar pelo que me inquieta? 
 
E o que todas estas reflexões tem a ver com coaching? O Coaching Ontológico é um processo de aprendizagem transformacional (aprendizagem de segundo nível), que busca ampliar o observador que estamos sendo do mundo, construindo uma nova coerência C-E-L que amplie nossas possibilidades de ação, no sentido de que eu possa dar conta, me responsabilizar por aquilo que me inquieta. Poderíamos tomar cada coachee como um aprendiz de si mesmo, mas ainda assim, tomá-lo como um “caso” isolado. O convite aqui é que possamos olhar este fenômeno de aprendizagem de uma forma mais ampla, considerando este aprendiz inserido dentro de uma visão de mundo comum a todos os seres humanos desta época, deste tempo. 
 
Não existe mudança de paradigma na qual não estejamos todos envolvidos. Quem iria promover e construir esta mudança: Eles? E quem seriam “eles”? O que separa “eu”, “você” e “nós”, deles? 
Talvez, este seja mais um fragmento do discurso do paradigma vigente, que traz a separação, a ideia de que somos individuais e separados. E se não existem “eles”, mas somente “nós”? E dentro deste “nós”, uma série de “eus” interconectados e interdependentes, num enorme ecossistema humano? E se a mudança começar comigo? O que eu gostaria de transcender em mim mesmo? O que eu gostaria de desafiar? O que me impede de fazê-lo? 
 
Escutei uma frase que me orienta e me inspira: “Estamos cheios de respostas a perguntas que nunca fizemos”. Como coach ontológico, aprendo diariamente a me enamorar das perguntas como possibilidades de conectar com o transcendente, com o que ainda não está visível, mas já disponível. Quais são as perguntas que ainda não me fiz, como observador que estou sendo, no sentido de transcender a mim mesmo e ao paradigma que habito? Como eu gostaria de viver nos tantos anos de vida que ainda tenho? Que relações quero estabelecer com o meu entorno? Que mundo eu quero deixar para os meus filhos? Com quem mais quero sonhar? 
 
Minhas inquietações não são diferentes das suas! Eu não tenho respostas: tenho sim muitas perguntas! Como aprendiz de mim mesma, me observo, me aceito, me desafio e transcendo a cada dia. E não estou sozinha. Somos muitos já a sonhar com uma boa vida, socialmente justa, ambientalmente sustentável e espiritualmente plena. 
 
Mais uma pergunta: o que tudo isso tem a ver com você? 
 
Para saber mais sobre o Programa de Formação e Certificação em Coaching Ontológico, acesse o site www.newfield.cl/acp
 

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Marta Magnus
Coach Ontológico. Membro certificado PCC pela ICF e membro pioneiro pela FICOP. Consultora/facilitadora pela ADIGO. Membro da equipe de supervisão do programa de certificação de coaches ontológicos e representante no Brasil dos programas de Newfield Network. Facilitadora em treinamentos e workshops focados em comunicação para ação, coaching, liderança e desenvolvimento humano e organizacional.