Sábado, 03 de Junho, celebra-se o dia do profissional de RH, e aproveito aqui a oportunidade para refletir um pouco sobre o futuro desta profissão.

Cada vez mais estou convicto que esta profissão está com os dias contados. Vai morrer, ou melhor, já está morrendo.

Isso mesmo. Celebre enquanto é tempo!

Pode estar rolando uma vozinha agora dentro de você: “Você tá louco, Edu?”

Respira..... calma.....

Vai morrer do jeito que a conhecemos, e como tudo neste mundo, vai se transformar para emergir de um novo jeito, com outro propósito!

A começar pelo nome: Recursos Humanos. Um nome que fez sentido desde os tempos da Revolução Industrial até os dias de hoje. Profissionais dedicados a gerir recursos, como o próprio nome diz. Profissionais recrutando, alocando, e treinando recursos para que estes entregassem o máximo resultado possível, no menor custo, e na velocidade mais rápida.

O mundo mudou.... Além de custo, resultado, velocidade, soma-se adaptação, criatividade, sentido, inovação, interdependência, colaboração..... Os níveis de consciência vem evoluindo, e as organizações por consequência estão sendo forçadas a mudar. Como dito no livro “Reiventing Organizations”, de Frederic Laloux, as organizações operando no nível de consciência “teal” já nem mais RH tem....

Possuem coaches, facilitadores, que são chamados apenas quando as equipes estão travadas em alguma questão e precisam de apoio para que elas próprios resolvam suas questões, respondam determinadas perguntas, e possam assim continuar caminhando. Criando E entregando, com profundidade E rapidez, colaborativo E competitivo.

Em um mundo líquido, fluído, aberto, transparente, as organizações cada vez mais precisam de facilitadores, educadores (no sentido mais amplo da palavra), coaches, palhaços, contadores de histórias, etc... Aquelas pessoas em que se pode confiar, que se pode mostrar a sua vulnerabilidade, que pode honrar o humano que existe nela para que se honre o humano que existe em você.

Queridos amigos de RH: parabéns pela trajetória até aqui, E TAMBÉM, desapeguem já deste modelo.... e caminhem!

E você pode estar com a vizinha novamente: “Mas como Edu? Minha empresa, meu gestor não me deixam....”

#ficaadica: Invista muito em sua transformação.... pois ao se trabalhar, você estará mexendo no sistema todo! Essa é a essência do EUpreendedorismo.

Ubuntu. Eu sou porque você é. Você é porque nós somos.

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Ubuntu é uma forma de vida!

Desde que conheci a palavra Ubuntu me encantei por ela!

Mais do que uma palavra, uma filosofia.

Um conceito profundo de interdependência, da consciência de estarmos todos interconectados. O que eu faço impacta todos e tudo ao meu redor e, no fim, acaba impactando a mim mesmo.

Nos 7 anos nos quais construímos, diariamente, uma organização com base nesta filosofia, a nossa inspiração por ela só aumentou.

Foram vários momentos especiais. Em 2014, por exemplo, participamos em Portugal da 1a Conferência Mundial Ubuntu, na qual fundamos a Ubuntu Global Network com outras sete instituições espalhadas pelo mundo. Naquela conferência, falei para todos da nossa responsabilidade e do desafio em construirmos algo novo, fundamentado nesta filosofia.

Como criar uma organização interdependente, baseada na colaboração, no relacionamento, no amor ao próximo, na consciência genuína de que estamos todos conectados?

Esta admirável filosofia nos inspira a questionar os modelos estritamente hierárquicos nos quais fomos todos treinados a operar desde a Revolução Industrial. Consequentemente, nos estimula a construir uma organização fluída, orgânica, a qual transita bem entre a hierarquia e formas mais distribuídas de se organizar.

Hoje na Rede Ubuntu, por exemplo, os diferentes projetos que executamos têm times que se autogerenciam e definem papéis entre si. Ao mesmo tempo, estas mesmas pessoas participam de rituais e círculos colaborativos sem qualquer tipo de estrutura e hierarquia.

Ubuntu é uma forma de vida!

Assim, fica aqui o nosso convite para você seguir espalhando tal conceito, conforme tanto nos ensinou o querido Madiba, ou Nelson Mandela. Para mim, ele foi um dos grandes exemplos de prática desta filosofia na sua jornada de união de brancos e negros na África do Sul e no mundo.

E aí, vamos Ubuntar?

Ubuntu. Eu sou porque você é. Você é porque nós somos.

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