Vivenciar, aprender e evoluir!

A vida não é um problema a ser resolvido, é um mistério a ser vivido.” (Soren Kierkegaard)

 

Acredito muito nisso. A vida realmente é mágica. É preciso vivê-la, pois não há como explicar ou mesmo pular etapas nessa jornada.

 

Um dos maiores exemplos para ilustrar essa sabedoria do nosso processo evolutivo é quando, ainda bebês, aprendemos a andar. Não adianta o seu pai ou a sua mãe explicarem: “Faz força nas pernas, se equilibra... Isso mesmo, coloca um pé na frente, depois o outro e assim por diante...”.

 

Não adianta a explicação, pois só tentando, vivenciando para aprender!

 

Ou, ainda, quando um casal está “grávido” e amigos e familiares com filhos dão aqueles famosos conselhos, transmitindo seus aprendizados sobre a experiência de ter filhos... Válido, muitas vezes divertido, mas de pouca serventia, pois você só tem a dimensão do que realmente é ter filhos..., tendo!

 

O vivenciar nos dá a possibilidade de experimentar determinado aprendizado, integralmente, isto é, muito além da mente, reunindo também corpo, emoções, espírito, etc. Assim, incorporamos os aprendizados e, verdadeiramente, evoluímos como seres humanos.

 

Há 10 anos sou coach, facilitador, escritor, influenciador e já acompanhei milhares de pessoas em momentos distintos de suas jornadas de vida. Neste processo, tudo o que posso fazer é acompanhar, estar ao lado, fazer perguntas, mostrar outras formas de ver aquela realidade..., porém, o aprendizado ocorre quando cada um experimenta um desafio, sentindo todas as emoções presentes, em conexão com as sensações corporais de frio na barriga, peso nas costas, respiração ofegante, etc.

 

Estamos todos nessa jornada evolutiva, com os próprios aprendizados sobre como nos encontramos e desencontramos, caímos e levantamos, nos seguramos e relaxamos, para, dessa forma, poder aprender. Esta é a beleza infinita da vida! Tudo está montado – trabalho, dinheiro, relações, corpo – do jeitinho que é, para você vivenciar os mistérios que, efetivamente, veio nessa vida experimentar.

 

E, por mais que tenha companhia, é um caminho a ser percorrido por você. É muito bom estar acompanhado. Mas não se pode delegar aos nossos acompanhantes (amigos, parceiros amorosos, pais, filhos, primos, tias, etc.) os nossos aprendizados.

 

Mais uma vez, essa é a essência de ser Ubuntu. A construção da sua individualidade em uma comunidade.

 

Qual é o seu próximo passo?

 

 

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Eduardo Seidenthal
Sou pai da Vivi e do Gabi. Tenho me dedicado a inspirar pessoas na expressão da humanidade de cada um. Sou facilitador, empreendedor, educador, coach, marketeiro, escritor, palestrante e palhaço.