Você tem conversas pendentes?

Um tema crítico, frequente nesses 10 anos de trabalho em programas de construção de equipes e também no coaching com centenas de executivos, são as conversas pendentes.

Neste momento: Quantas conversas pendentes você tem?

Como existe um traço cultural no Brasil, vindo da colonização, do processo de escravidão, passando pelos rótulos de país subdesenvolvido e de Terceiro Mundo, muitos de nós têm dificuldade de se posicionar, de ter conversas difíceis, de conflitar.

Aliás, essa é uma grande sombra dos brasileiros... Acompanhada, claro, de uma luz incrível, de também sermos afetuosos, alegres e capazes de “fazer festa” como poucos povos no mundo.

A partir da dificuldade de nos posicionarmos de maneira assertiva, muitas conversas simplesmente não ocorrem... Ficam no limbo! O único detalhe, porém, é: engana-se quem acha que isso resolve alguma coisa. Como diz Julio Olalla, fundador da Newfield Network, “o que não é dito ocupa!”

Cafés, corredores da empresa e grupos privados de WhatsApp ficam repletos de “conversinhas”, drenando energia, reduzindo significativamente a confiança nas relações. E, consequentemente, as reuniões das equipes passam a ser cada vez mais improdutivas, pois apenas tangenciam o que realmente precisa ser discutido, sem nunca chegar lá.

Algumas dicas para lidar com as conversas pendentes:

-Liste todas elas no seu caderninho de anotações... Ter visibilidade e colocar no papel já indica vontade de agir.
-Conecte-se com as emoções que surgem, simplesmente, ao pensar nessas conversas... Medo? Raiva? Conecte-se também com o seu corpo. O que ele diz?
-O que está por trás dessas emoções? O que elas dizem? O que você tem medo de perder? Quais limites você não colocou anteriormente?
-Peça ajuda! Está difícil entrar em contato? Converse com um amigo ou amiga ou procure um profissional, como um coach ou um terapeuta.
-Finalmente, comece pelas conversas mais fáceis... Você só ficará bom nisso se praticar!

Uma boa imagem para visualizar a importância das conversas pendentes é imaginar cada uma delas como um buraquinho no seu corpo, por onde está escapando energia. Tente se imaginar... E aí, você está todo furado?

Que tal começar a tampar esses buraquinhos?

Linda semana! Ubuntu

 

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Eduardo Seidenthal
Sou pai da Vivi e do Gabi. Tenho me dedicado a inspirar pessoas na expressão da humanidade de cada um. Sou facilitador, empreendedor, educador, coach, marketeiro, escritor, palestrante e palhaço.